Cuidado com os apelos em nome do Natal

O Natal transformou-se em uma das mais rentáveis datas do comércio, levando facilmente ao endividamento. Com um planejamento e criatividade é possível comemorar-se esta data com responsabilidade e a alegria que ela transmite.

Como tudo está bonito, a decoração natalina é realmente maravilhosa, encanta e parece nos levar a um outro mundo, outro tempo. É um convite para entrarmos na festa, o que parece significar gastar, seja com decoração de natal, seja com roupas, presentes, ceia e até mesmo com uma melhora no visual das nossas residências.

Para entrar no clima de Natal parece ser necessário gastar com uma série de itens, que aumentam todo o ano e movimentam praticamente todos os setores do comércio.

São tantas as “necessidades” natalinas, que o dinheiro fica apertado. Talvez seja preciso recorrer a algum tipo de crédito, para dar conta de tudo ou então consumir todo o dinheiro extra do tão aguardado “décimo terceiro salário”.

Acontece que como somos facilmente influenciáveis pelos apelos comerciais natalinos, nos levando a crer que realmente precisamos de tudo isso para termos um Natal Feliz, acabamos também por nos endividarmos além da conta, iniciando o próximo ano com uma gorda conta para saldar referente aos abusos do natal e o pior é que ao chegarmos em janeiro, encontramos também outras despesas importantes como os impostos, material e uniforme escolar e tantas outras que chegam junto com o novo ano.

Por isso, embora seja gostoso entrar no clima das festas de natal, é bom que este não resulte em arrependimento e dor de cabeça futura e que todos consigam, sem atropelos, dar conta de seus compromissos financeiros.

Neste ínterim, a responsabilidade e o discernimento sobre as reais necessidades são fundamentais. Gastar no natal todo mundo gasta, saber gastar é que é importante. Definir quanto se pode dispor sem comprometer exageradamente o orçamento e em que se vai gastar, sem deixar-se levar pelos apelos comerciais.

Também é possível usar da criatividade, reaproveitando enfeites natalinos ou trocando com amigos e parentes, dando uma última verificada no guarda roupa para ver se há a real necessidade de comprar roupa para a família toda, se for o caso, adquirir roupas úteis. Quanto aos presentes existe a possibilidade de negociação, para que eles não extrapolem o orçamento, ou quem sabe sejam adiados para o período imediatamente posterior ao natal, quando as promoções acontecem.

O Natal deve ser, não um feriado comum, mas uma festa bem organizada, porém não é bom que resulte em problemas futuros, para evitar isso, nada como um bom planejamento.

Autor(a)

Claudete Likes Penteado

Bacharel em Economia Doméstica pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE.

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claudete@sudonet.com.br


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