Brasil cria rede de pesquisa marinha para conhecer melhor seus 7 mil km de costas

Impulsionada pela descoberta dos recifes no Amazonas é criada no Brasil a Rede Nacional de Pesquisa em Biotecnologia Marinha para conhecer melhor nossos recursos marítimos.


O Brasil possui mais de 7 mil km de costas marítimas mas conhece ainda muito pouco em relação ao potencial natural que apresenta. A recente descoberta dos recifes de corais da Foz do Rio Amazonas, que apresenta características únicas no mundo, impulsionou a pesquisa marítima inspirando a criação de um projeto focado na costa brasileira.

Em entrevista concedida à Agência FAPESP o professor no Instituto de Biologia na Coppe da Universidade Federal do Rio de Janeiro Fabiano Thompson enfatiza a importância de tais pesquisas.

Conhecemos uma parcela muito pequena da biodiversidade marinha ao largo da costa brasileira e isso é um problema. Estudar a biodiversidade marinha é uma preocupação no mundo inteiro. Não por acaso, existem projetos internacionais de circum-navegação tão grandes como o Projeto Malaspina (Espanha) e o Tara Ocean (França e Alemanha) que visam entender a diversidade de genes no ambiente marinho para aplicações tecnológicas.

Para impulsionar as pesquisas foi criada a Rede Nacional de Pesquisa em Biotecnologia Marinha ( BiotecMar )

Um exemplo da atuação da rede foi a publicação de um trabalho recente na revista Cell que mostrou que a partir do material genético de esponjas, corais e rodolitos, é possível descobrir genes que codificam moléculas bioativas. Os achados das pesquisas na costa brasileira podem ter impactos positivos na busca por novas tecnologias. No Grande Recife Amazônico, por exemplo, foram encontrados organismos carbonatados compostos por moléculas e genes ainda desconhecidos, que podem ser fonte de nutrientes para fertilizantes, medicamentos contra doenças infecciosas entre muitas outras aplicações possíveis.

Mais informações na matéria de Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP

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