Contrariando políticos, petroleiras e fake news pesquisadores mostram que os recifes da Amazônia existem e estão bem

Os recifes da foz do rio Amazonas, recentemente descobertos, existem e se reproduzem. Região é de interesse de multinacionais da exploração do petróleo.


Uma região rica não somente em fauna e flora mas também em recursos naturais. A Amazônia, por sua exuberância e riqueza em todos os sentidos, é motivo de disputas. De um lado dos que defendem sua preservação para o equilíbiro do meio ambiente planetário, de outro os que desejam extrair suas riquezas sem grandes preocupações além do lucro.

A história dos recifes da Amazônia começou na década de 70 do século passado quando aventou-se a possibilidade da existência de tais organismos. Em 2016 um estudo na região mostrou que a possibilidade era real e em 2018 uma expedição científica a bordo de um navio do Greenpeace comprovou a existência dos recifes de coral amazônico

Esse último evento foi o estopim para os especuladores questionarem a real existência dos recifes já que Greenpeace, ONGs e outros termos despertam a ira de certa camada da sociedade, principalmente aquela interessada em empreendimentos que degradam meio ambiente.

Segundo Ronaldo Francini-Filho, pesquisador da Universidade Federal da Paraíba, as teorias da conspiração e o negacionismo científico são os bodes expiatórios preferidos de quem defende projetos que degradam o meio ambiente no mundo todo. No Brasil obviamente não poderia ser diferente.

Para acabar com as dúvidas um novo estudo publicado dia 23 de Outubro de 2019 na revista Scientific Reports acaba com o argumento de que os recifes estariam mortos, usando datações diretas de sua estrutura realizadas no laboratório Beta Analytics, nos Estados Unidos para demonstrar que eles continuam crescendo. O estudo, realizado por cientistas da Universidade de São Paulo (USP) e outras cinco universidades públicas, demonstra que os recifes começaram a se formar entre 12 e 14 mil anos atrás.

Ainda segundo a pesquisa existe muito o que estudar. Estima-se que apenas 5% do sistema foi investigado.

Jornal da USP: Cientistas garantem: recifes da Amazônia existem, e estão vivos

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Fonte: Gianni Cipriano - The New York Times

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