Desmatamento favorece ação de fungo que dizima anfíbios

Pesquisadores investigam relação entre o desflorestamento e a quitridiomicose, doença que tem devastado populações de sapos e rãs em vários países


Em artigo publicado na revista Proceedings of the Royal Society of London B ? Biological Sciences os pesquisadores analisaram como a interação entre o desmatamento e o microbioma da pele pode afetar os anfíbios atingidos por fungos como o Batrachochytrium dendrobatidis, causador da quitridiomicose.

Segundo o professor Célio Haddad, do Instituto de Biociências da Unesp, "Existe a suspeita de que esse fungo possa ter mais dificuldade de se estabelecer e proliferar em um animal cuja biota cutânea encontra - se íntegra ".

O microbioma funciona como uma espécie de ecossistema que dificulta a ação de patógenos invasores. Ou seja, uma espécie cujo maior ou menor grau de tolerância individual pudesse ser associada à diversidade do microbioma cutâneo de cada indivíduo e avaliada de acordo com o local que habita. "Em contraposição, nas áreas de floresta íntegra a composição do microbioma mostrou - se mais homogênea entre os indivíduos e mais diversificada em termos de microrganismos", disse.

Os autores do estudo constataram que nas pererequinhas-do-brejo dos ambientes de floresta natural a diversidade do microbioma era maior. "O desmatamento diminuiu a diversidade da microbiota cutânea das pererequinhas, mas é difícil afirmar categoricamente que este empobrecimento da microbiota aumenta o risco de infecção pelo fungo", disse Becker.

Mais informações na matéria de Peter Moon | Agência FAPESP

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