Duas expedições à Amazônia mostram novas espécies e revelam alguns dos segredos da floresta

Desvendar padrões evolutivos da biota neotropical e as relações que as florestas amazônica e atlântica tiveram no passado são objetivos da equipe liderada pelo zoólogo Miguel Trefaut Rodrigues, da USP


O zoólogo Miguel Trefaut Rodrigues liderou duas expedições científicas, cada uma com cerca de 30 dias, para regiões não exploradas da Amazônia com o objetivo de aumentar os conhecimentos sobre a evolução da biota e entender como a interação entre os animais e plantas ocorreu no passado.

Sobre as expedições Rodrigues dá mais detalhes: Na primeira expedição, foram coletados mais de 700 exemplares de 104 espécies diferentes, entre répteis, anfíbios, pequenos mamíferos, aves e plantas. O material ainda está sendo analisado, mas acreditamos que será possível descrever várias espécies novas. Na segunda viagem, foram coletados mais de mil espécimes de aproximadamente 110 espécies ? a maioria de lagartos.

A primeira expedição foi concentrada na região do Pico da Neblina: Sabemos que em altitudes superiores a 1.700 metros prevalecem paisagens que não têm absolutamente nada a ver com a Amazônia atual: são campos abertos e com clima muito mais frio que o da floresta, possivelmente parecido com o que imperava na América do Sul durante os períodos mais frios do Quaternário explicou Rodrigues.

Todo o material coletado será utilizado tanto para a catalogação de novas espécies quanto para entender os padrões evolutivos na região.

Uma das descobertas da pesquisa foi a de que as espécies presentes no Pico da Neblina não tem relação com as do resto da região amazônica o que pode indicar que o meio ambiente da montanha já estavam lá antes do restante da floresta.

A segunda expedição subiu por rio 80 km a partir de Manaus e descobriu novas espécies de lagartos.

A grande quantidade de material coletado ajudará os pesquisadores em inúmeras descobertas deste bioma tão importante, bioma que abriga em torno de 10% da diversidade do planeta.

Mais informações na matéria de Karina Toledo | Agência FAPESP

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