Novo método desenvolvido no Brasil mede de maneira melhor risco de transmissão de dengue

Índice desenvolvido por pesquisadores da Famerp e da USP também está sendo testado para medir risco de Zika e chikungunya


Pesquisadores brasileiros estão desenvolvendo um novo índice de risco de transmissão de dengue em uma cidade ou região que é melhor do que o Índice de Breteau, utilizado atualmente.

O Índice de Breteau calculado em São José do Rio Preto no início de 2018 foi o maior de todos os tempos. Foi superior inclusive ao índice de 2013, quando a região passou pela pior epidemia de dengue de sua história, com 18 mil casos. No entanto, em 2018 foram notificados apenas 44 casos da doença até o momento. Ou seja, pelo menos em nossa região, o Índice de Breteau não guarda mais relação com a prevenção da dengue, declarou Maurício Lacerda Nogueira, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e um dos coordenadores da pesquisa.

O problema do Índice de Breteau é que ele é uma medida da quantidade de larvas do mosquito, fase em que esse inseto vive na água. Mas o que realmente interessa é a fase adulta. Somente as fêmeas adultas transmitem o vírus após o acasalamento, quando buscam sangue humano para produzir e botar ovos, afirma Francisco Chiaravalloti-Neto, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo e outro dos coordenadores da pesquisa.

Mais informações na matéria de Peter Moon | Agência FAPESP

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