Pesquisas em geoengenharia climática devem incluir países em desenvolvimento

Apelo com relação a projetos para mascarar o aquecimento do planeta foi feito na Nature por cientistas de 12 nações, entre eles Paulo Artaxo, da USP


Os impactos das mudanças climáticas serão mais sentidos nos países em desenvolvimento, tanto pelos efeitos das mudanças climáticas em si como pelas estratégias que venham a ser implementadas na tentativa de frear a elevação da temperatura.

Neste sentido os projetos mirabolantes que estão em discussão para frear as mudanças climáticas como a colocação de espelhos gigantescos em volta da Terra com o intuito de refletir a radiação solar, lançamento de milhões de toneladas de enxofre na estratosfera para simular efeitos de uma grande erupção vulcânica além de polêmicos possuem poucos estudos sobre seu impacto.

Um texto assinado por 12 cientistas de países como Bangladesh, Etiópia, Índia, Jamaica, Quênia, Tailândia e Brasil questionam os impactos nos países subdesenvolvidos de iniciativas como as descritas acima sem a política da redução de emissões de gases de efeito estufa

'Reconhecemos os potenciais riscos físicos e implicações sociais e políticas. E nos opomos à sua implantação até que a pesquisa sobre sua segurança e eficácia tenha sido concluída e que os mecanismos de governança internacional tenham sido estabelecidos. Mas estamos comprometidos com a coprodução de pesquisa e com o debate bem informado' declaram os cientistas à revista Nature

Mais informações na matéria de Karina Toledo | Agência FAPESP

Mais notícias

Deputado que relata projeto que facilita uso de agrotóxicos tem ligações com empresas do setor.

O site Congresso em Foco investigou o deputado Luiz Nishimori do PR do Paraná e descobriu que empresas que se beneficiarão com a flexibilização das leis que controlam agrotóxicos estão em nome de familiares.

View details »

50% da poluição na cidade de São Paulo vem de ônibus e caminhões segundo pesquisa da USP

Pesquisadores da USP destacam que o valor é muito alto, uma vez que esses veículos representam somente 5% da frota na região metropolitana. Estudo foi publicado na Scientific Reports

View details »