Processo menos poluente de produção de carvão para pequenos produtores é desenvolvido em Minas Gerais

A Universidade de Viçosa, em Minas Gerais, desenvolveu um sistema de produção de carvão vegetal mais eficiente e com menor impacto ambiental. Projeto pretende se expandir pela região Norte de Minas Gerais e Vale do Jequitinhonha.


Hoje o processo de produção do chamado carvão vegetal, feito a partir de madeira, é ineficiente, poluente e compromete a saúde dos trabalhadores que atuam em sua produção.

A Universidade Federal de Viçosa ( localizada em Minas Gerais ), numa parceria com a ONU e outras instituições, desenvolveu um novo processo de produção do carvão para pequenos e médios proprietários rurais a partir do controle rigoroso das temperaturas internas dos fornos além de implementar um sistema de queima que diminui as emissões de gases de efeito estufa, aumentando da produtividade dos fornos e melhorando a qualidade do produto. O aumento na qualidade e eficiência fazem com que o carvão vegetal seja competitivo com relação às fontes fósseis que não são renováveis.

O projeto chamado sistema forno-fornalha foi apresentado na Semana do Fazendeiro, tradicional evento de extensão da Universidade Federal de Viçosa ( UFV ), realizado de 14 a 20 de julho e que reuniu cerca de 80 mil pessoas em sua ultima edição

Uma unidade de demonstração foi construída pelo Projeto Siderurgia Sustentável, em Lamim ( MG ), em parceria com a UFV e com a participação da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural ( EMATER ) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural ( SENAR ).

O Projeto Siderurgia Sustentável visa construir unidades deste tipo nas regiões do estado com maior produção de carvão vegetal, como o Norte de Minas Gerais e o Vale do Jequitinhonha.

Mais informações na matéria da ONU Brasil

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