Economia em nutrição

Alimentar-se bem não é, em nutrição, sinônimo de gastar muito. Do mesmo modo que economizar na área de alimentação requer um certo cuidado, planejamento, algum conhecimento de nutrição e acima de tudo, disposição para rever conceitos e hábitos alimentares.

A alimentação deve ser bem planejada, levando em consideração os preceitos da boa nutrição, como consumir alimentos de todos os grupos, mantendo uma alimentação variada, com proteínas, vitaminas, carboidratos e sais minerais em quantidades suficientes para que, desta forma, não se cometa erros que acarretarão problemas nutricionais, economizando-se assim dinheiro, gasto em atendimento médico e medicamentos.

Assim, economia em termos de nutrição é saber quais alimentos comprar, adequando as quantidades suficientes para sua família sem possíveis desperdícios.
Um dos maiores problemas observados entre aqueles que se queixam por gastar demais na aquisição de produtos alimentícios é o consumo exagerado de produtos industrializados, principalmente aqueles destinados aos lanches, que podem ser substituídos por frutas da época ou por preparações caseiras.

O orçamento doméstico pode ser melhorado gastando-se menos em alimentação, sendo necessário, para isso, bom senso, organização e informação sobre os preços dos produtos para melhor escolher entre os locais de compra, bem como estar a par das épocas do ano em que se encontram produtos com preços mais acessíveis.

Deve-se ainda, comprar alimentos conscientemente, adquirindo-os por seu valor nutritivo. Aumentar as preparações caseiras, bem como cultivar em casa uma horta. A carne pode ser utilizada como complemento da refeição e não como prato principal, utilizando-se para isso cortes mais baratos, que se bem preparados ficam muito saborosos e podem ainda ter uma quantidade de nutrientes superior, como é o caso das vísceras, do famoso bife de fígado, que é riquíssimo em nutrientes essenciais e tem um custo baixo. Salienta-se ainda que o orçamento doméstico deve fazer parte do cotidiano familiar, no qual anota-se todas as despesas fixas ou não, bem como os recursos disponíveis.

Outrossim, a família deve estar consciente de qual seu poder de aquisição, de quanto pode dispor para suas necessidades e desta forma criar suas próprias prioridades. É importante salientar ainda que a alimentação não é um simples gasto mensal é um investimento em saúde e qualidade de vida, sendo fundamental a escolha consciente dos alimentos. Para comer bem não precisa comprar os produtos mais caros, precisa-se apenas saber o que comprar para as preparações culinárias, fazendo das refeições uma referência para a manutenção da saúde.

Referência(s)

KRAUSE, M. V. ; MAHAN, L. K. Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 11. ed. São Paulo: Roca, 2005.

Autor(a)

Claudete Likes Penteado

Bacharel em Economia Doméstica pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE.

Contato

claudete@sudonet.com.br


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