O câncer no contexto da alimentação

O câncer ainda mata pessoas no mundo todo, apresentando, inclusive, estatísticas assustadoras. Contudo, estudos mostram que a incidência do câncer está relacionada com os hábitos de vida de cada um, em especial a alimentação em decorrência de sua atuação direta e constante no organismo humano

Muito se fala da correlação existente entre alimentação e saúde, ou ainda, da possibilidade de evitar-se o aparecimento de doenças pela ação direta da boa qualidade nutricional do indivíduo. Estudos realmente comprovam esta premissa, relacionando a alimentação ao surgimento das mais diversas doenças, em especial o câncer que é na verdade não uma doença e sim um conjunto delas (mais de 100) que têm em comum o crescimento desordenado (maligno) de células que invadem os tecidos e órgãos, podendo espalhar-se para diversas regiões do corpo.

Não se pretende aqui cair no mérito de “idolatrar” ou “condenar” um único alimento, porque não existe alimento proibido (para a comunidade sadia) nem milagroso. Os bons resultados são oriundos de uma dieta consciente, pautada nos bons preceitos alimentares.

Entretanto, os estudos mais recentes têm evidenciado que os indivíduos adeptos de uma dieta mais rica em vegetais, com uso racional de carnes e álcool apresentam menor predisposição ao câncer.

As frutas merecem especial destaque na prevenção de enfermidades como o câncer em decorrência de seu poder antioxidante, fundamental para a proteção da célula, conseqüentemente essenciais para a proteção contra o câncer.

Salienta-se, ainda, que o tradicional prato do brasileiro de arroz, feijão e um pouco de carne figura como uma boa pedida para quem se preocupa com a qualidade da alimentação. No caso da prevenção do câncer esta refeição apresenta bons resultados visto que o feijão e o arroz são de origem vegetal e a combinação fornece nutrientes essenciais para o equilíbrio do organismo, além de fornecer substâncias antioxidantes.

Embora o famoso prato do brasileiro, arroz com feijão, não esteja muito em alta, continua resistindo às novas adaptações de cardápio, o que é excelente, principalmente se for acrescido ao prato legumes e hortaliças cruas, produzindo o prato mais colorido possível.

O abandono deste prato comum das mesas brasileiras só pode ser visto com tristeza por todos, pois sua substituição lamentável por alimentos carregados em gorduras aumentam a incidência de doenças, entre elas o câncer.

Igualmente, o consumo exagerado e inconseqüente de carnes vermelhas aumenta consideravelmente a incidência de diversos tipos de câncer, em especial os de intestino, de próstata e de mama, entre outros, conforme estudos realizados por universidades britânicas.

Do mesmo modo, alimentos carregados em corantes, também colaboram para o aparecimento do câncer.

O álcool também figura como vilão nas estatísticas de acometimento da doença em questão, mesmo que alguns estudos digam que uma pequena quantidade de bebida alcoólica não destilada (vinho, por exemplo) pode ser favorável ao bom desempenho do organismo, nas estimativas de surgimento de câncer ele ainda é considerado como fator de predisposição, principalmente em decorrência do auxílio no ganho de peso extra, totalmente condenado, além de alterar as células humanas.

Assim, para a manutenção da saúde como um todo, recomenda-se a adoção de hábitos saudáveis, alimentação diversificada sem exageros, substituição (pelo menos parcial) de carne vermelha pela branca em especial dos peixes, consumo de alimentos integrais, preferência pelos alimentos naturais, não ingestão de bebidas alcoólicas, não fumar e prática atividades físicas com regularidade.

Cuidando de nosso corpo, mostramos respeito a ele e ao nosso Criador, ganhamos anos de vida com qualidade, podendo desfrutar de mais tempo junto às pessoas que mais gostamos. Isso é ser conscientemente mais feliz.

Referência(s)

BERGEROT, C. Câncer: o poder da alimentação na prevenção e tratamento. São Paulo: Cultrix, 2006.

GALO, C. V. de. M. Câncer de mama e consumo de legumes, verduras e frutas. Revista CH 213, março de 2005. http://cienciahoje.uol.com.br/3308

KRAUSE, M. V. ; MAHAN, L. K. Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 11. ed. São Paulo: Roca, 2005.

MICHEL, O. da. R. Saúde Pública: Riscos e humanismo. Rio de Janeiro: Reinvinter, 2002.

Autor(a)

Claudete Likes Penteado

Bacharel em Economia Doméstica pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE.

Contato

claudete@sudonet.com.br


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